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Produtor de queijo serrano em Bom Retiro é o primeiro a receber Selo Arte em Santa Catarina


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Santa Catarina inicia a entrega do Selo Arte para produtos artesanais. O queijo serrano produzido pela família Zanelato, no município de Bom Retiro, será o primeiro produto catarinense a receber a certificação e poderá ser comercializado em todo o país. Nesta quarta-feira, 16, com a presença do secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, e do secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke, ocorreu a entrega oficial do Selo Arte, na propriedade Santo Antônio.

O secretário Ricardo de Gouvêa destaca a qualidade dos produtos catarinenses e a oportunidade dos produtores aumentarem sua renda, podendo expandir mercado para seus produtos e comercializar com segurança. “Santa Catarina é um estado diferenciado pela excelência em tudo o que produz, não é diferente na agricultura familiar. Este selo é um reconhecimento ao trabalho do produtor, que agora vai poder vender seus produtos com mais segurança. Oferecer oportunidades como esta é incentivar a família a permanecer no campo, produzindo com mais qualidade de vida”.

Representando o ministério da Agricultura, Fernando Schwanke complementa que um dos principais conceitos do Selo Arte “é que produtos de alto padrão de qualidade e segurança alimentar não fiquem restritos à pequena propriedade, mas que conquistem os consumidores de outras partes do país e agreguem valor ao trabalho artesanal do agricultor”, enaltece.

O Selo Arte é uma conquista dos produtores rurais e permite a comercialização de produtos como queijos, embutidos, pescados e mel em todo território nacional. Para ser considerado artesanal, o produto deve ser individualizado, genuíno e manter as características tradicionais, culturais ou regionais. Além disso deverá ser regulamentado e reconhecido como artesanal pelo Estado de Santa Catarina.  

É importante ressaltar que o estabelecimento deve estar submetido ao serviço de inspeção oficial (municipal, estadual ou federal). A família Zanelato, por exemplo, possui o Selo de Inspeção Municipal (SIM) para a produção de Queijo Artesanal Serrano.

Dedicação para produção artesanal

O casal Air e Jacinta Zanelato produzem em média dois quilos de queijo serrano por dia. Além disso, todo o rebanho é certificado como livre de brucelose e de tuberculose. O produtor também aposta na maturação, que é a transformação pela ação do tempo, como um diferencial para o seu queijo.

A história do Sítio Santo Antônio teve início em 2006, quando o casal Air e Jacinta Zanelato encerrou suas atividades no funcionalismo público e adquiriu uma área de 48 hectares no município de Bom Retiro. Os planos eram produzir vinhos e trabalhar com a criação de gado. A produção do queijo, trazida da cultura de seus antepassados, era um hobby para aproveitar o leite produzido, mas aos poucos foi se sobressaindo às demais atividades e se tornou um objetivo de vida.

“Somos pequenos, mas trabalhamos com muita qualidade. O Queijo Artesanal Serrano é feito com poucos ingredientes, mas tem muito da história e da tradição dos nossos antepassados. Eles nos deram de presente o bem fazer de um produto que atravessa gerações e é único para a nossa região. Apresentá-lo a mais pessoas e regiões é motivo de orgulho”, comemora o produtor Air Zanelato.

A Epagri também foi uma grande aliada para aprimorar a produção da família Zanelato. Os produtores contaram com a assistência técnica, visitas a campo, reuniões de grupo e capacitações em boas práticas agropecuárias e de fabricação.

 

Concessão do Selo Arte

A Cidasc, por meio do Departamento Estadual de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DEINP), será responsável por conceder o Selo Arte aos produtos que atenderem aos requisitos  previstos nas normativas estaduais e federais.

Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Secom

A presidente da Cidasc, Luciane Surdi, reforça que os estabelecimentos deverão possuir algum tipo de serviço de inspeção oficial e que o Selo Arte será concedido para os produtos e não para os estabelecimentos. Luciane destaca ainda que será um certificado de que os produtos estão em conformidade com as boas práticas de fabricação, possibilitando o comércio nacional.



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