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No Mundo da Lua - Sônia Pillon


Sônia Pillon nasceu em Porto Alegre e há duas décadas reside em Jaraguá do Sul. 

Formada em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduação em Produção de Texto pela Univille.

Atuou como repórter, editora, redatora e assessora de imprensa  no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Por mais de 10 anos atuou no jornal A Notícia.  

Sempre se dedicou à literatura e às ações culturais. É autora de “Crônicas de Maria e outras tantas – Um olhar sobre Jaraguá do Sul” e “Encontro com a paz e outros contos budistas”, com participação em antologias de contos, crônicas e poesias.

Publica no Jornal Evolução, no blog soniapillon.blogspot.com e na fanpage "Sônia Pillon Escritora". 

É Presidente de Honra da Seccional Jaraguá do Sul da Academia de Letras do Brasil de Santa Catarina (ALBSC). Integra o Grupo Gestor do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) Mestre Manequinha e o Conselho Municipal dos Direitos do Idoso de Jaraguá do Sul.


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Onde está o rei?

Sexta, 28 de agosto de 2020

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Sônia Pillon
 

A corte de bajuladores sempre esteve à volta do rei Lealas. Os “puxa-sacos” se movimentavam como moscas no mel e sempre procuravam levar vantagem com a proximidade do soberano. Inflavam o ego real para receber “agradinhos”. Para isso, os súditos se empenhavam para que o rei fizesse uma boa figura perante o povo. A estratégia se mostrava tão exitosa que por muitos anos o monarca foi absolutamente adorado pela plebe.

 

Preocupado em se manter no trono e absolutamente inebriado com o poder, Lealas, que de leal não tinha nada, era dono de inegável carisma, capaz de impressionar as massas e arregimentar legiões de seguidores. Tinha uma capacidade nata para influenciar pessoas.

 

Muitos em vão tentavam desmascará-lo. Porém, bastava Lealas aparecer na sacada do castelo para rechaçar as acusações. Diziam que o rei desviava os recursos dos impostos para luxos indevidos na Casa Real, que distribuía benesses aos “amigos” enquanto o povo enfrentava privações...

 

Falavam também que o monarca recebia vantagens indevidas dos fornecedores reais e que não investia em obras públicas como deveria. E quando o fazia, os materiais utilizados eram de péssima qualidade. Esperto, o rei sempre dava um “jeitinho” de se safar, jurando inocência e jogando a culpa nos outros. Quantas lágrimas de crocodilo! Quanta sofrência!

 

Mas mentira tem perna curta e as denúncias foram se agigantando. Um a um, os membros da corte começaram a cair e a população finalmente acordou para a realidade.

 

Certo dia, um grupo de revoltosos se reuniu em frente ao castelo e exigiu a renúncia do rei. Alguns queriam até tomar o castelo. Apavorado, Lealas aproveitou as comemorações carnavalescas para se misturar aos foliões e fugir. Queria buscar refúgio em outro reino. Vestiu roupas de um dos criados e cobriu o rosto com um capuz. Se esgueirou por vielas sujas e escuras até ser surpreendido por um ladrão, que o esfaqueou após roubar as joias que escondia nas vestes.

“Onde está no rei?”, perguntava o povo, enquanto invadia o castelo. Até hoje, passado tanto tempo, o desaparecimento do monarca permanece envolto em mistério.

 

 
 


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