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No Mundo da Lua - Sônia Pillon


Sônia Pillon nasceu em Porto Alegre e há duas décadas reside em Jaraguá do Sul. 

Formada em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduação em Produção de Texto pela Univille.

Atuou como repórter, editora, redatora e assessora de imprensa  no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Por mais de 10 anos atuou no jornal A Notícia.  

Sempre se dedicou à literatura e às ações culturais. É autora de “Crônicas de Maria e outras tantas – Um olhar sobre Jaraguá do Sul” e “Encontro com a paz e outros contos budistas”, com participação em antologias de contos, crônicas e poesias.

Publica no Jornal Evolução, no blog soniapillon.blogspot.com e na fanpage "Sônia Pillon Escritora". 

É Presidente de Honra da Seccional Jaraguá do Sul da Academia de Letras do Brasil de Santa Catarina (ALBSC). Integra o Grupo Gestor do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) Mestre Manequinha e o Conselho Municipal dos Direitos do Idoso de Jaraguá do Sul.


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Haters

Sexta, 09 de agosto de 2019

 

Sônia Pillon

 

De uns tempos para cá, sou presença discreta nas redes sociais. Discretíssima. Já se foi o tempo de ficar até altas horas interagindo com “amigos” virtuais. Do outro lado do teclado existem muitas armadilhas que a experiência nos ensina a ter cautela. Mas, confesso, não estou dando a atenção devida nem aos que merecem, infelizmente! “Sônia, você anda sumida! O que anda fazendo?”. São perguntas que escuto frequentemente.

 

Poderia enumerar os motivos para esse aparente “isolamento”. Sem dúvida, a justificativa “falta de tempo”, tão desgastada, é verdadeira. Há fases na vida em que ficamos enredados em obrigações, em que os ponteiros do relógio parecem correr freneticamente, como num filme dos tempos do cinema mudo.  Sim, porque cada vez mais nos falta tempo para socializar de verdade, abraçar e olhar olho no olho. Mal conseguimos proferir um “bom dia” e perguntar “tudo bem?” . Relações protocolares, em preto e branco. Cada um no seu quadrado...

 

Mas, confesso, não é somente a Síndrome do Coelho Maluco reclamando “Não tenho tempo, não tenho tempo!”… A verdade é que o mundo anda polarizado demais para o meu gosto. Nas rodas de conversa, mas principalmente na web, é triste constatar que as pessoas desaprenderam o que é diálogo.

 

Não existe mais troca inteligente de ideias, em que o crescimento mútuo é oportunizado por uma boa argumentação. Em suma, ouvir o outro. A ordem é atacar, hostilizar, julgar e condenar sem avaliar os dois lados da moeda.

 

Comentários maldosos e preconceituosos aumentam a cada dia. Parece um campo de batalha onde a intolerância fala mais alto. Com raras exceções, essa é a realidade em que nos defrontamos na atualidade.

 

Falta conhecimento sobre os temas abordados. Agora é moda ser radical!Na política e na vida, radicais de direita, ou de esquerda, são sempre radicais. Ter opinião contrária virou insulto, e sempre rejeitei os extremos.

 

Vivo dizendo que bom senso, meio termo, equilíbrio, respeito e ética são palavras em desuso. Nostálgica? Nem tanto… Hoje as pessoas querem ter razão quando não têm: os egos falam mais alto, assim como a raiva direcionada aos que vencem com argumentos. Outra constatação: as novas gerações não foram ensinadas a lidar com perdas, muito menos com a rejeição. E o resultado disso é o acirramento da violência em todas as esferas.

 

"Haters gonna hate" é uma expressão em inglês que na tradução literal seria "odientos vão odiar".  Os haters de plantão, os "odiadores", ou "odientos", segundo o dicionário,  estão dominando o campinho das ideias na web. Com suas metralhadoras em forma de texto, detonam na internet, apontam o dedo, difamam, exterminam o humor e massacram a autoestima dos mais fragilizados. Ganham adeptos, legiões de seguidores!

 

Por tudo isso, perdi o encantamento inicial com o fascinante universo da rede mundial de computadores e sou pontual em meus posicionamentos e postagens.

 

Dizem que a maturidade faz a gente ser mais seletiva. Deve ser… Como diz Maísa, a adolescente que começou como menina-prodígio e hoje tem seu próprio programa de televisão: “Haters, pro ralo!”.

 

 

 



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