Jornal Evolução Notícias de Santa Catarina
Facebook Jornal Evolução       (47) 3633-1230       Whatsapp Jornal Evolução (47) 99660-9995       E-mail

São Bento no Passado - Henrique Fendrich

hlfendrichgmail.com

Uma espaço para ajudar a resgatar a história de São Bento do Sul

Henrique Fendrich nasceu em São Bento do Sul e mora em Curitiba. É jornalista, escritor, genealogista e pesquisador histórico.

Autor dos livros "O imigrante Anton Zipperer", "A família Soares Fragoso" e "A família de Nicolau Becker".


Veja mais colunas de São Bento no Passado - Henrique Fendrich

O primeiro automóvel em São Bento

Quinta, 01 de fevereiro de 2018

 

Clique para ampliar
 Foi no ano de 1907 que, pela primeira vez, um automóvel andou pelas ruas de São Bento, causando não apenas admiração, mas principalmente muito susto. O veículo fazia uma viagem de Curitiba a Joinville indo por Rio Negro. Havia quatro lugares no carro, ocupados pelo senador Cândido de Abreu, F. Fontana, a esposa deste e o major Felinto Braga. Segundo relato publicado na imprensa da época, e posteriormente compilado pelo historiador Carlos Ficker, a viagem de Rio Negro a São Bento levou 4 horas. Em Lençol, deu-se o seguinte:

 

“Ao chegar o automóvel ao povoado de Lençóis, um dos moradores, ao avistá-lo, correu desnorteado e, com susto, conseguiu pular uma cerca; só depois que o veículo parou, este patrício animou-se e, aproximando-se dos excursionistas, disse: “Vocês me pregaram um susto! Quando ouvi o ronco e olhei pra trás, pensei que era o tal alifante...”.

 

A estrada neste ponto do trajeto era horrível, cheia de buracos, o que causava muitos solavancos, e os obrigava a ir devagar. Só de Oxford até o centro de São Bento o automóvel levou meia hora. Observaram então os viajantes sobre a cidade: “Causa muito boa impressão: ruas limpas e bem cuidadas; alguns prédios bons e uma bela posição torna agradável a passagem pela localidade”.

 

Foram então almoçar no hotel do Luiz Vasconcellos, importante figura política local. Mas não se demoraram muito tempo lá, e logo voltaram ao automóvel e continuaram a viagem pela “Estrada dos Polacos”, como era conhecida a hoje Rua Augusto Wunderwald. Seguiram em bom caminho até o Km. 72, quando se depararam novamente com a “detestável estrada macadamizada”. Da saída do centro de São Bento até a entrada de Campo Alegre, levaram uma hora.

 

Passando por Campo Alegre, chegaram a um ponto com subida, o que fazia com o que o carro produzisse alguns estampidos pelos canos de escape. Um caipira estava por perto e, tomado de pânico, largou a trouxa que carregava e se precipitou em uma ribanceira.

 

Os viajantes seguiram, serra abaixo, terminando a descida somente mais de quatro horas depois de terem saído de São Bento. Lá embaixo, toparam com um carroceiro vindo no sentido oposto que, ao avistá-los, abandou as rédeas, espantado. Chegaram a conversar com esse carroceiro, que disse que jamais havia pensado que um carrinho pudesse andar sem ser puxado por cavalos.

Por fim, os viajantes chegaram a um hotel em Joinville. O trajeto total de Rio Negro até lá foi de 9 horas. Passaram lá um dia e depois retornaram pelo mesmo caminho, sem que se tenha relato da nova passagem por São Bento.

 

 



Comente






Conteúdo relacionado



Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade


Inicial  |  Parceiros  |  Notícias  |  Colunistas  |  Sobre nós  |  Contato  | 

Contato
Fone: (47) 3633-1230
Celular / Whatsapp: (47) 99660-9995
E-mail: contatojornalevolucao.com.br



© Copyright 2020 - Jornal Evolução Notícias de Santa Catarina
by SAMUCA